VIVE MELHOR QUEM SAMBA !!!

"Eu digo e até posso afirmar: vive melhor quem samba" (Candeia)

segunda-feira, 21 de abril de 2008

VIVENDO

AQUECIMENTO GLOBAL...
RESPEITO AO PRÓXIMO...
BOTAFOGO CAMPEÃO...
DENGUE...
ISABELLA...
MUDANÇA PRA NITERÓI...
CARIDADE...
FAXINA EM BOTAFOGO...
FESTA DE OGUM...
CHIFRE...
ESTUDO...
INSEGURANÇA...
INCERTEZAS...
SEM RUMO...
IMPACIÊNCIA...
PROFISSÃO PESADA...
SONHOS SEMPRE ADIADOS...
FALTA AUTO-CUIDADO...
ORKUT MALDITO...
AUSÊNCIA DE CUIDADO DOS OUTROS...
FAMÍLIA BUSCAPÉ...
AMIGOS DISTANTES...
POUPAR...
CELULAR TRAIÇOEIRO...
CONGRESSO EM FORTALEZA...
RELACIONAMENTO DIFÍCIL...
SAMBA SEM ENCANTO...
O QUE ESTOU FAZENDO COM MINHA VIDA? OLHO PRO CÉU TODO DIA...
"A FELICIDADE NÃO É DESTE MUNDO"
"PACIÊNCIA AOS QUE SOFREM É MISSÃO ÁRDUA"
TENHO VONTADE DE COMEÇAR TUDO DO ZERO... NOVO LUGAR PRA MORAR, NOVA PROFISSÃO, NOVOS RELACIONAMENTOS, NOVOS PROBLEMAS... QUESTÕES DESGASTADAS APENAS NO PASSADO. HÁ COISAS QUE NÃO ADIANTA TENTAR REMENDAR... MELHOR JOGAR FORA SE O QUE RESTA É SÓ O PIOR E GUARDAR LEMBRANÇAS E EXPERIÊNCIAS BOAS QUE NOS IMPULSIONAM PRA FRENTE...

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Resenha do Mauro Ferreira


Resenha de show
Título: Delicada
Artista: Teresa Cristina
Local: Canecão (RJ)
Data: 9 de abril de 2008
Cotação: * * * * 1/2
Teresa acha tom da alegria e faz Canecão feliz

"Hoje não chegava nunca", confidenciou Teresa Cristina, ainda nervosa, à platéia do show que marcou sua volta aos palcos cariocas fora do circuito boemio da Lapa, bairro do Centro do Rio onde Teresa costuma se apresentar regularmente com o Grupo Semente. Hoje era quarta-feira, 9 de abril de 2008, data da reestréia da cantora no palco nobre do Canecão. À medida que o show Delicada avançou, Teresa foi se acalmando e até perdendo a timidez característica. "Posso fazer mais uma?", pediu ao público, já no bis. "É o meu momento! Tenho que aproveitar", justificou em cena. Nem era preciso pedir ou se justificar. Àquela altura, a cantora já tinha achado o tom da alegria e fez o Canecão feliz com seus sambas e partidos de alto quilate. E também ela estava feliz...

"Cantar é vestir-se com a voz que se tem", sentenciou Teresa ao abrir o show com Cantar, jóia de seu quarto CD, Delicada, pilar do roteiro - sobretudo no bloco inicial, em que a artista apresenta, em seqüência, os sambas autorais Delicada (parceria com Zé Renato) e Fim de Romance, parceria com o saudoso portelense Argemiro Patrocínio. E o fato é que, ao cantar, Teresa já se mostra mais solta e descontraída, vestindo-se com uma voz de timbre agradável que serve muito bem aos seus sambas - alguns compostos com inspiração na Umbanda, religião nacional marcada pelo sincretismo de crenças afro-brasileiras. São os casos de Acalanto e, sobretudo, de Candeeiro. Nesse contexto, a releitura de Nem Ouro Nem Prata - sucesso do autor Rui Maurity nos anos 70 - é um achado que valorizou o show e o CD Delicada.

Surpresa do roteiro, Sete Cantigas para Voar, de Vital Farias, se impõe como o momento de maior lirismo. "Hoje já consigo olhar para mim e ver uma cantora", festejou Teresa depois de exaltar o companheirismo e a crença dos músicos do Grupo Semente em seu canto. Foi a deixa para que ela saísse do palco e deixasse brotar sozinho o som do Semente, que tocou João Teimoso, maxixe instrumental de João Calado. Com a voz de Pedro Miranda, o grupo ainda apresentou Quebranto e O Samba É meu Dom, a obra-prima de Wilson das Neves e Paulo César Pinheiro que é como um manifesto de princípio e de amor ao samba. Que soou sincero na voz de Miranda e emocionou o receptivo público.

De volta à cena, Teresa apresentou os colegas de grupo e cantou A Paz do Coração, partido alto de Candeia. Na seqüência, ela entoou Gema, o tema de Caetano Veloso que, na voz da artista, brilha mais no palco do que no disco. Ainda na seara alheia, a intérprete recordou de forma graciosa Pé do Lageiro (João do Vale, José Cândido e Paulo Bangu) e Carrinho de Linha, saudando Fafá de Belém, intérprete original deste tema de Walter Queiroz, um hit de 1980 cujos nós rítmicos Teresa já sabe desatar com desenvoltura.

Com Seu Jorge, convidado especial do show e velho conhecido de Teresa, houve duetos espirituosos e gingados em sambas como Me Deixa em Paz (que ambos gravaram para o ainda inédito CD Flores do Clube, em que cantoras recriam as músicas do álbum duplo Clube da Esquina, de 1972) e Sem Compromisso. Já sem Jorge, Teresa sacou um Paulinho da Viola pouco conhecido (A Gente Esquece, regravado por ela no CD Delicada) e, com o Semente na beira do palco, tentou reviver o clima heróico das primeiras apresentações com o grupo, feita há dez anos. "A gente dividia o mesmo retorno", lembrou. Este breve set, com Meu Mundo É Hoje (Eu Sou Assim) e Calo de Estimação, teve íntimo valor afetivo e preparou o clima para o gran finale portelense, que culminou com Foi um Rio que Passou em Minha Vida, com o público já de pé, cantando os versos deste samba irresistível de Paulinho da Viola, cuja obra sustentou o primeiro disco de Teresa.

No bis, Teresa Cristina reeditou o pot-pourri que encerra o CD Delicada - com Fechei a Porta, Rosa Maria e Jura - e chamou Seu Jorge de volta ao palco. De improviso, Jorge quis cantar o samba Acreditar (Ivone Lara e Délcio Carvalho) e Teresa teve que se encontrar no tom da música. Mas tudo já era festa. Que terminou com Embala Eu e o samba de roda Marinheiro Só. Escorada na cozinha segura do Grupo Semente, Teresa Cristina já era senhora da cena a essa altura do show e reinava feliz e descontraída, mostrando grande evolução cênica neste belo show.

FONTE: http://www.blogdomauroferreira.blogspot.com

domingo, 6 de abril de 2008

DENGUE!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Combater a Dengue é um dever Meu, Seu e de Todos
Sintomas e Tratamento
Depois da picada do mosquito, os sintomas se manifestam entre 3 e 15dias, mas em média de 5 a 6 dias. É só depois desse período que osseguintes sintomas aparecem:

Dengue Clássica
Febre alta com início súbito.Forte dor de cabeça.Dor atrás dos olhos, que piora com o movimento dos mesmos.Perda do paladar e apetite.Manchas e erupções na pele semelhantes ao sarampo, principalmente notórax e membros superiores.Náuseas e vômitos.Tonturas.Extremo cansaço.Moleza e dor no corpo.Muitas dores nos ossos e articulações.

Dengue hemorrágica
Os sintomas da Dengue hemorrágica são os mesmos da Dengue comum.A diferença ocorre quando acaba a febre e começam a surgir os sinais de alerta:Dores abdominais fortes e contínuas.Vômitos persistentes.Pele pálida, fria e úmida.Sangramento pelo nariz, boca e gengivas.Manchas vermelhas na pele.Sonolência, agitação e confusão mental.Sede excessiva e boca seca.Pulso rápido e fraco.Dificuldade respiratória.Perda de consciência.
Na Dengue hemorrágica, o quadro clínico se agrava rapidamente, apresentando sinais de insuficiência circulatória e choque, podendo levar a pessoa à morte em até 24 horas.
Em caso de suspeita de Dengue, sempre procurar, o mais rápido possível, o posto de saúde mais próximo.

Tratamento
Ao ser observado o primeiro sintoma da Dengue, deve-se buscar orientação médica no posto de saúde mais próximo. Só depois de consultar um médico, alguns cuidados devem ser tomados, como:
Manter-se em repouso.Beber muito líquido (inclusive soro caseiro).E só usar medicamentos prescritos pelo médico,para aliviar as dores e a febre.

A reidratação oral é uma medida importante e deve ser realizada durante todo o período de duração da doença e, principalmente, da febre. O tratamento da Dengue é de suporte, ou seja, alívio dos sintomas, reposição de líquidos perdidos e manutenção da atividade sangüínea.
Tire suas dúvidas
1. O que é Dengue?
A Dengue é uma doença febril aguda. A pessoa pode adoecer quando o vírus penetra no organismo, pela picada de um mosquito infectado, o Aedes aegypti.

2. Quanto tempo depois de ser picado aparece a doença?
Se o mosquito estiver infectado, o período de incubação varia de 3 a 15 dias, sendo em média de 5 a 6 dias.

3. Quais são os sintomas da Dengue?
Os sintomas mais comuns são febre, dores no corpo, principalmente nas articulações, e dor de cabeça.Também podem aparecer manchas vermelhas pelo corpo e em alguns casos, sangramento, mais comum na gengiva.

4. O que devo fazer se aparecer alguns desses sintomas?
Buscar o serviço de saúde mais próximo.

5. Como é feito o tratamento da Dengue?
Não há tratamento específico para o paciente com Dengue clássica. O médico deve tratar os sintomas, como as dores de cabeça e no corpo, com analgésicos e antitérmicos (dipirona). Devem ser evitados os salicilatos, como o AAS e a Aspirina, já que seu uso pode favorecer o aparecimento de manifestações hemorrágicas. É importante também que o paciente fique em repouso e beba bastante líquido. Já os pacientes com Febre Hemorrágica da Dengue (FHD) devem ser observados cuidadosamente para identificação dos primeiros sinais de choque, como a queda de pressão. O período crítico ocorre durante a transição da fase febril para a sem febre, geralmente após o 3º dia da doença. A pessoa deixa de ter febre e isso leva a uma falsa sensação de melhora, mas em seguida o quadro clínico do paciente piora. Em casos menos graves, quando o vômito ameaçar causar desidratação, a reidratação pode ser feita em nível ambulatorial. Alguns dos sintomas da Dengue só podem ser diagnosticados por um médico.

6. A pessoa que pegar Dengue pode morrer?
Sim. A Dengue, mesmo na forma clássica, é uma doença séria. Caso a pessoa seja portadora de alguma doença crônica, como problemas cardíacos, devem ser tomados cuidados especiais. No entanto, ela é mais grave quando se apresenta na forma hemorrágica. Nesse caso, quando tratada a tempo, a pessoa não corre risco de morte.

7. Quais os cuidados para não se pegar Dengue?
Como é praticamente impossível eliminar o mosquito, é preciso identificar objetos que possam se transformar em criadouros do Aedes. Por exemplo, uma bacia no pátio de uma casa é um risco, porque, com o acúmulo da água da chuva, a fêmea do mosquito poderá depositar os ovos nesse local. Então, o único modo é limpar e retirar tudo o que possa acumular água e oferecer risco. Em 90% dos casos, o foco do mosquito está nas residências.

8. O que devo fazer para evitar o mosquito da Dengue?
Para evitar o mosquito da Dengue é preciso eliminar os focos do Aedes. Use mosquiteiros e principalmente telas nas janelas. Use roupas que cubram maior parte do corpo. Veja as dicas de prevenção.

9. Depois de termos Dengue, podemos pegar novamente?
Sim, podemos, mas nunca do mesmo tipo de vírus. Ou seja, a pessoa fica imune contra o tipo de vírus que provocou a doença, mas ela ainda poderá ser contaminada pelas outras 3 formas conhecidas do vírus da Dengue.

10. Posso pegar Dengue de uma pessoa doente?
Em hipótese alguma. Não há transmissão por contato direto de um doente ou de suas secreções com uma pessoa sadia, nem de fontes de água ou alimento.

11. Quantos tipos de vírus da Dengue existem?
São conhecidos 4 sorotipos: 1, 2, 3 e 4, sendo que no Brasil não existe circulação do tipo 4.

12. Existe vacina contra a Dengue?
Ainda não, mas a comunidade científica internacional e brasileira está trabalhando firme nesse propósito. Estimativas indicam que deveremos ter um imunizante contra a Dengue em 5 anos. A vacina contra a Dengue é mais complexa que as demais. A Dengue, com 4 vírus identificados até o momento, é um desafio para os pesquisadores. Será necessário fazer uma combinação de todos os vírus para que se obtenha um imunizante realmente eficaz contra a doença.

13. Por que essa doença ocorre no Brasil?
É um sério problema de saúde pública em todo o mundo, especialmente nos países tropicais como o nosso, onde as condições do meio ambiente, aliadas a características urbanas, favorecem o desenvolvimento e a proliferação do mosquito transmissor, o Aedes aegypti. Mais de 100 países em todos os continentes, exceto a Europa, registram a presença do mosquito e casos da doença. Ano passado, o mundo teve 100 milhões de casos notificados, com 80 mil óbitos.

14. Onde o Aedes aegypti gosta de ficar?
O Aedes aegypti é um mosquito caseiro. Prefere ficar em áreas fechadas e atacar na região das pernas, em baixo das mesas, próximo ao chão.

15. Posso usar inseticidas diariamente contra o Aedes?
Pode. A maioria dos aerossóis domésticos possui piretróide que, segundo alguns especialistas, é uma substância menos tóxica para as pessoas. De qualquer maneira, os inseticidas não devem ser borrifados diretamente em pessoas, animais e plantas.

16. Posso usar repelentes corporais?
Pode, mas com cautela. Existem apresentações em creme, loção ou aerossol. Aqueles que contêm DEET formam uma camada protetora sobre a pele. Alguns repelentes têm MGK e PVO, que são substâncias que potencializam os efeitos dos repelentes. Devem ser usados com moderação. Não é recomendado para crianças com menos de 6 anos. Repelentes corporais podem causar reações alérgicas na pele. Em crianças, usa apenas os repelentes indicados para elas.
17. O Aedes também se desenvolve em piscinas?
Só em água de piscinas abandonadas. Se a água for tratada, com pH adequado e clorada, não há qualquer risco de desenvolvimento de larvas do Aedes. É recomendável limpar as bordas das piscinas periodicamente pois podem servir como depósito para ovos do mosquito.

18. Os aquários também são criadouros do Aedes?
Não. As larvas dos mosquitos são o prato preferido dos peixes.

19. Colocar pó de café nos pratinhos de plantas impede o desenvolvimento das larvas do mosquito?
Não existe comprovação da ação larvicida da borra de café.

20. Água sanitária e fumo de rolo têm ação sobre os focos?
Não existe comprovação da eficácia. É prudente não confiar.

21. E quanto ao uso de velas?
Defensores do uso de velas de andiroba e citronela para afastar os mosquitos recomendam que o mesmo seja feito em ambientes fechados. Não há comprovação científica da eficácia das velas. É melhor ser prudente.

22. O ar condicionado ajuda a afastar o mosquito?
Sim, pois o Aedes não gosta de frio.

23. É verdade que o complexo B afasta o mosquito?
O complexo B realmente altera a composição do suor do corpo humano e, segundo o relato de alguns pesquisadores, sua eliminação pela pele tem ação repelente. No entanto, há controvérsias entre os médicos quanto a esta ação.

24. A Dengue é mais comum na região serrana ou no litoral?
No litoral, embora o mosquito esteja apresentando um alto grau de adaptação a ambientes e condições que anteriormente repelia.

domingo, 23 de março de 2008

Reflexão da Páscoa


Há mais de dois mil anos atrás, um homem veio ao mundo disposto a ser o maior exemplo de amor e verdade que a humanidade conheceria.


Sua proposta de vida não foi entendida por muitos e então, condenaram este homem e crucificaram-no, ignorando todos os seus propósitos de um mundo melhor.


Houve dor, angústia e escuridão. Por três dias, o sol se recusou a brilhar, a lua se negou a iluminar a Terra, até que no terceiro dia algo aconteceu...


Houve a Ressurreição!


A Páscoa existe para nos lembrar deste espetáculo inigualável chamado ressurreição! Páscoa...


Ressurreição do sorriso... Ressurreição da alegria de viver...


Ressurreição do amor...Ressurreição da amizade...


Ressurreição da vontade de ser feliz.


Ressurreição dos sonhos, das lembranças e de uma verdade que está acima dos ovos de chocolate ou até dos coelhinhos:


Cristo morreu, mas ressuscitou e fez isso somente para nos ensinar a matar os nossos piores defeitos e ressuscitar as maiores virtudes do íntimo de nossos corações.


Que esta seja a verdade da sua Páscoa


Feliz Páscoa!!!!


Fonte: otimismoemrede.com
Foto: A Ressurreição de Cristo (detalhe), cerca de 1350, Mestre de Vyssi Brod,
Praga - Figuras de Deus - Dominque Ponnau - UNESP


Além de tudo, chocolate engorda!!!! (Mas é b0m...)

sábado, 8 de março de 2008

HOMENAGEM ÁS CABROCHAS BRASILEIRAS NO SEU DIA: 8 DE MARÇO! PARABÉNS!!!


Lá Vem o Brasil Descendo a Ladeira
(Pepeu Gomes/ Moraes Moreira)

Quem desce do morro
Não morre no asfalto
Lá vem o Brasil descendo a ladeira
Na bola, no samba, na sola, no salto
Lá vem o Brasil descendo a ladeira
Na sua escola é a passista primeira
Lá vem o Brasil descendo a ladeira
No equilíbrio da lata não é brincadeira
Lá vem o Brasil descendo a ladeira

E toda cidade que andava quieta
Naquela madruga acordou mais cedo
Arriscando um verso, gritou o poeta
Respondeu o povo num samba sem medo
Enquanto a mulata em pleno movimento
Com tanta cadência descia a ladeira
A todos mostrava naquele momento
A força que tem a mulher brasileira

Desenho de Niemeyer. Fonte: NIEMEYER, Oscar. A Forma na Arquitetura. Rio de Janeiro: Avenir, 1980, p.23.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Estou falando com Ele...

SE EU QUISER FALAR COM DEUS
(Gilberto Gil)
Se eu quiser falar com Deus
Tenho que ficar a sós
Tenho que apagar a luz
Tenho que calar a voz
Tenho que encontrar a paz
Tenho que folgar os nós
Dos sapatos, da gravata
Dos desejos, dos receios
Tenho que esquecer a data
Tenho que perder a conta
Tenho que ter mãos vazias
Ter a alma e o corpo nus

Se eu quiser falar com Deus
Tenho que aceitar a dor
Tenho que comer o pão
Que o diabo amassou
Tenho que virar um cão
Tenho que lamber o chão
Dos palácios, dos castelos
Suntuosos do meu sonho
Tenho que me ver tristonho
Tenho que me achar medonho
E apesar de um mal tamanho
Alegrar meu coração

Se eu quiser falar com Deus
Tenho que me aventurar
Tenho que subir aos céus
Sem cordas pra segurar
Tenho que dizer adeus
Dar as costas, caminhar
Decidido, pela estrada
Que ao findar vai dar em nada
Nada, nada, nada, nada
Nada, nada, nada, nada
Nada, nada, nada, nada
Do que eu pensava encontrar
Se eu quiser falar com Deus
Conversando com o Zé, ele me sugeriu verificar esta música... Ao conferir, senti: "tudo a ver"!

domingo, 17 de fevereiro de 2008

FEBRE AMARELA



Genial esta charge sobre a Febre Amarela... Cerca de um século depois de Oswaldo Cruz, ela está de volta...

fonte: revista Radis, da Fiocruz

No Ceará é assim:

CARÃO (bronca)
FRESCAR (brincar)
JOGAR NO MATO (jogar fora)
MARMOTA (palhaçada)
"VALA" (abreviação de Valha-me Deus)
PENSE (imagine)
RAPARIGUEIRO (mulherengo)
COTOCO (dedo médio)
ESTAR COM ABUSO (enjoar)
BAITOLA (homossexual)
ABESTADO (bobo)
APERREADO (apressado, nervoso)
ABRIR/FECHAR (acender, ligar/ apagar, desligar)
FULEIRO (de má qualidade)
MURIÇOCA (mosquito)
ESTAR LASCADO (ferrado)
DIABEISSO ("Que diabo é isso?)
ARRE-ÉGUA (interjeição de espanto)
REBOLAR (jogar um objeto)
BOLACHA (biscoito)
BEBO (bêbado)
BONEQUEIRO (barraqueiro)
CAJUÍNA (bebida sem álccol de caju...)
CARNE-DE-SOL (muito bom...)
CARANGUEJO (gostoso...)
TAPIOCA (delícia...)
PAÇOCA (farofa, coloral e carne-de-sol)
CASTANHA (engorda)
PEIA (surra)
REDE (para dormir e relaxar)
CHEIRO (saudação de despedida carinhosa)
FEIJÃO VERDE (bom...)
e muito mais...
Meu sangue é cearense... Deve ser por isso que eu gosto tanto daquela terra, tão pertinho....

Ouvi essa música ontem... Bonita, né?

Detalhes
(Roberto e Erasmo)

Não adianta nem tentar
Me esquecer
Durante muito tempo
Em sua vida
Eu vou viver...
Detalhes tão pequenos
De nós dois
São coisas muito grandes
Prá esquecer
E a toda hora vão
Estar presentes
Você vai ver...
(...)
Eu sei que esses detalhes
Vão sumir na longa estrada
Do tempo que transforma
Todo amor em quase nada
Mas "quase"
Também é mais um detalhe
Um grande amor
Não vai morrer assim
Por isso
De vez em quando você vai
Vai lembrar de mim...
(...)

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Um sonho realizado ...

Aconteceu em 4/2/2008 o primeiro desfile do Bloco Sambamantes, na Rua Sacadura Cabral, com concentração (e apoio) em frente ao Cais, percurso até a Pedra do Sal, onde foi feita homenagem aos ancestrais do samba. Fomos acompanhados por banda de sopros e o magnífico carro de som patrocinado pelo Zé, além de dezenas de foliões!

Este estandarte lindo foi carinhosamente confeccionado ao longo de 4 anos, pelo querido Antonio! E aí estou eu, de Maria Bonita, com sorriso de orelha a orelha... Quando a Banda começou a tocar, quando a chuva parou de cair, eu chorei tanto... Foi um dia inesquecível!!!!

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Achei esse texto legal... Inadequado para uma quarta de cinzas... Falta ainda falar das férias de janeiro... Ah, depois!

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Médicos e cabeleireiros

Falando em corte de cabelo e convênios, há algum tempo escrevi um texto para o jornal A Folha de São Paulo, que ainda não foi publicado, mas que ilustra bem esta situação. Segue abaixo em primeira mão para o Grupo ORL-Br.


- Como está agora?
- Bem melhor.
- Precisa cuidar direitinho. Tome cuidado, ok?
- Pode deixar.
- Te vejo no mês que vem?
- Com certeza.
- Quer deixar marcado?
- Melhor não. Não quero prender seu horário. Depois eu ligo e marco com mais certeza.
- OK. Até lá!
- Até...


Este foi meu último diálogo com um profissional que vejo quase todos os meses. Felizmente, não sofro de nenhuma doença crônica que precise de acompanhamento periódico. Nem tampouco sou hipocondríaco ou faço exames regulares com receio de algum mal maior. Este foi apenas um fragmento de conversa com o profissional com quem corto o cabelo há mais de 10 anos.
Saindo do salão deixei um cheque no valor de R$ 40,00 referentes ao corte e mais 10% de gorjeta, como meu pai me ensinou: "Filho, estes profissionais ficam bem mais motivados a trabalhar, se você demonstrar satisfação".

Chegando ao consultório me deparo com uma situação constrangedora onde uma paciente recusava-se fornecer seu cartão do plano de saúde para ser feita a cobrança junto à seguradora, pois alegava que era retorno de consulta, onde ela apenas teria vindo para mostrar os exames que eu pedira há 2 meses atrás. Para contornar a situação, acabei orientando que não fosse feita a cobrança e que a atenderia assim mesmo. Afinal, poderia dar a impressão que eu estaria sendo mercenário ou que minha atitude não era digna de um médico com mais de 20 anos de formado.

Ao deitar para dormir à noite, algo me inquietava e afugentava o sono.
Eu pagara R$ 44,00 ao cabeleireiro e, no mesmo dia, tivera recusado pela paciente uma cobrança de R$ 34,00 referentes a uma consulta médica para avaliar alguns exames, que me orientariam na conduta frente a um diagnóstico de câncer e sua possibilidade de cura.

No mês seguinte, voltei ao salão para cortar o cabelo com um pouco menos de entusiasmo. Considerando o investimento em formação técnica e profissional, proporcionalmente, se eu recebo R$ 34,00 por uma consulta, deveria pagar não mais do que R$ 5,00 para cortar o cabelo.

Conversando com o Lúcio, ele me dizia que fizera um curso de 1 ano em escola de cabeleireiros, que vai anualmente a congressos para conhecer novas técnicas, novos produtos e se atualizar nos cortes da moda. Disse que tem que trabalhar até as 20 horas e também aos sábados. Realmente fiquei orgulhoso em saber que meu profissional é um sujeito atualizado.

Novamente a inquietude me tomou de assalto e não pude deixar de me comparar ao Lúcio. Certamente ele não tem curso superior. Nem tampouco pós-graduação. No entanto, isto não o faz uma pessoa menor. Maneja muito bem a tesoura e a máquina e dá o que o cliente quer: satisfação. Valoriza seu trabalho e investe na profissão.

Voltei a pensar em mim.

Ele está certo. O que motiva então esta comparação entre um médico e um cabeleireiro? Vejamos: ambos temos clientes. Os dele são mais fiéis do que os meus, pois os meus vieram até mim por intermédio do livrinho do convênio. Os dele são 100% particulares. Nós dois cuidamos da saúde das pessoas, claro que ele cuida dos cabelos e eu do resto. Vestimo-nos de branco impecavelmente.

Manejamos a tesoura com habilidade. Está certo que as estruturas que eu corto, normalmente, sangram e doem, mas temos que ter certa habilidade para tanto. Em alguns momentos usamos luvas e máscaras, para nos proteger e até proteger o cliente. Trabalhamos bastante. Às vezes temos que atender em 15 minutos, mas normalmente damos conta do recado, neste período. Precisamos de infra-estrutura como pias, cadeiras, telefone, secretária, agenda, café, revistas, sala de espera, etc. Pagamos impostos sobre o serviço realizado. E quantos...

E nossas diferenças? Bem, fiz a faculdade em 6 anos, após muito estudo para enfrentar um dificílimo vestibular. Diploma em mãos, foi pra gaveta, pois nova prova era necessária para fazer uma especialidade, desta vez com funil ainda mais apertado. Mais 3 anos se foram. Aos meus 27 anos de idade, eu havia passado 1/3 deles na Santa Casa de São Paulo. Daí comecei a trabalhar como plantonista, diarista, funcionário e até professor, para finalmente montar meu próprio consultório. Clientes particulares não existem para médicos pobres mortais da minha geração. Devem estar sendo cuidados pelo IBAMA, para ver se se reproduzem em cativeiro.

O jeito é fazer alguns convênios, pois hoje ninguém que tenha algum recurso financeiro quer ser atendido pelo SUS. E, a julgar pelas moças bonitas e pelos homens de meia idade esbanjando saúde que aparecem nas propagandas, o plano de saúde deve ser uma maravilha. Descobriram a fonte da juventude !

Na outra ponta estamos nós, médicos de meia idade, recebendo valores que variam de R$ 18,00 a R$ 42,00 por consulta para decidir sobre a sua saúde, caro leitor. E não para por aí: se formos falar em cirurgias então, a coisa fica pior. Você pode não saber, mas se o seu plano de saúde te dá direito a quarto coletivo (enfermaria) o médico que faz a sua cirurgia recebe metade do valor combinado.

Você deve estar se perguntando porquê? E nós também. Alguns exemplos: uma cirurgia comum como a amigdalectomia paga entre R$ 60 e R$ 85,00 se for plano enfermaria e, pasme, o dobro disto, se for plano apartamento. Isto você não sabia quando fez o plano, não é ? E por aí vai: apendicectomias, partos, hérnias, histerectomias,
tireoidectomias pagam em torno de R$ 300 a R$ 450,00 no melhor plano.
E você achava que seu médico ganhava bem, né ?

E os Pediatras, Clínicos, Reumatologistas, Pneumologistas, Cardiologistas que não fazem cirurgias ? Ganham o quê ? Consultas e apenas consultas...
Detalhe importante: cada vez que eu vou ao Lucio, eu pago. Se o paciente voltar em menos de 30 dias, o convênio não paga. Se vier uma ou dez vezes em um mês, o médico recebe apenas uma consulta. E aquela paciente não quis me deixar cobrar uma nova consulta após dois meses, para ver seus exames. Duas consultas por R$ 34,00 sai em média R$ 17,00 cada uma, fora os impostos.

No salão do Lucio também tem manicure e pedicure. Mão e pé sai pela bagatela de R$ 30,00, mas eu não faço lá. As mulheres gastam bem mais em seus cabelos com tinturas, escovas, banhos de óleo, chapinhas, etc e nada disso sai por menos do que..... uma consulta médica. Não que não devam fazer. Acho que devem se cuidar, se enfeitarem e serem vaidosas, com moderação. Apenas quero alertar para o conflito de valores. Nem vou comentar sobre preço de depilação sob pena de entrar em profunda depressão.

Outros serviços, como "quick massage", tem se popularizado nos shoppings. Meia hora por R$ 30,00. Sem impostos, recibos, notas fiscais, títulos de especialista, vigilância sanitária, conselho regional, associações de classe, sindicatos e convênios. E se voltar no dia seguinte, paga de novo.

Enfim, existe o problema e muitos médicos têm vergonha de falar sobre isto. Alguns querem manter a pose de ricos e bem sucedidos, quando na verdade estão mesmo é falidos.

Eu deixei de atender convênios e parei de ter insônia por este motivo. Agora o motivo é outro: como vou fazer para pagar minhas contas, se todos os pacientes querem passar com o "médico do convênio" ?

Dr. Alexandre Hamam

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

O sinal tinha que ficar fechado mais tempo...

Com o passar dos anos, é natural (para a maioria das pessoas) que a gente vá, aos poucos, perdendo o contato com os amigos. Os motivos são diversos, desde caminhos divergentes, falta de tempo, constituição de família, mudança de endereço...

Mesmo com a globalização, palavra não mais tão em moda, as pessoas continuam distantes. Nessa época do ano, por exemplo, era tradição a troca de cartões de natal e de boas festas... Ou telefonemas de quem não se via há muito tempo. Agora o que temos são emails, torpedos ou scraps padronizados e impessoais para todo mundo!

Talvez, com a idade, o número de amigos vá aumentando de forma exponencial, de modo que não há outra saída senão recorrer às cópias de textos. Não há aqui um desmerecimento destes meios de desejar coisas boas... Eles realmente são práticos e eu inclusive fiz uso deles!

Talvez não haja mais tempo para a fraternidade... Ou a esperança que tem fama de ser a última a morrer já esteja cansadinha...

Talvez seja só o distanciamento mesmo!

Sei que já estou algo cansada de cultivar amizade em mão única.

Lembrei de uma música do meu querido, amado e idolatrado Paulinho da Viola, composta em outro contexto, conhecido pelas pessoas, mas que cabe bem aqui, porque é assim que me sinto, muitas vezes, em relação a pessoas que foram muito importantes em minha vida...




Sinal Fechado
(Paulinho da Viola)


Olá, como vai?

Eu vou indo e você, tudo bem?

Tudo bem, eu vou indo, correndo

Pegar meu lugar no futuro, e você?

Tudo bem, eu vou indo em busca

De um sono tranqüilo, quem sabe?

Quanto tempo...

Pois é, quanto tempo...

(pausa)


Me perdoe a pressa

É a alma dos nossos negócios...

Oh, não tem de que

Eu também só ando a cem

Quando é que você telefona?

Precisamos nos ver por aí

Pra semana, prometo,

Talvez nos vejamos, quem sabe?

Quanto tempo...

Pois é, quanto tempo...

Tanta coisa que eu tinha a dizer

Mas eu sumi na poeira das ruas

Eu também tenho algo a dizer

Mas me foge a lembrança

Por favor, telefone, eu preciso beber

Alguma coisa rapidamente

Pra semana...

O sinal...

Eu procuro você...

Vai abrir! Vai abrir!

Prometo, não esqueço

Por favor, não esqueça

Não esqueço, não esqueço

Adeus...

E o pior é que hoje em dia ninguém nem respeita sinal fechado... Nem estes segundos nos restam mais...

E o ano novo começou assim...



Em Copacabana, na areia, com os amigos, e com o os fogos caidinhos... Começou a queima adiantada e teve muita fumaça... Hahahaha!

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

Fechando um ciclo e começando outro!

Caramba! Não tinha noção de que não escrevo há muito tempo aqui... Setembro foi a última vez que deixei um post!

O final de ano está aí... A gente começa a fazer balanço do ano que passou e tenta fazer planos para o futuro... Porque junto com o final de um, vem o início de outro! A vida continuaria a mesma... Mas as pessoas gostam de acreditar que uma mudança de números renova as esperanças...

Bem, a residência em Medicina de Família e Cominidade no HUPE acabou... E é isso que marca o fim deste meu ciclo, que coincide com a mudança de ano.

Fizemos várias despedidas, mas ainda ficou um sentimento estranho no ar. Por que a gente não tem um ritual de término de residência? Tipo uma formatura... Data de entrega de certificado, para todos os residentes... Sei lá. A foto de cima é da turma que vai deixar saudade no DMIFC: R2's, R3 e "R4". Abaixo, o registro do churrasco do dia 1 de dezembro, em Piratininga! Momentos de alegria...

Tô com saudade da Cris, minha companheira das noites solitárias do alojamento e de nossas receitas de refeições...

Marcelo, o staff revelação 2007, amigo querido, com quem aprendi muito, me confessou que fui muito elogiada pelos preceptores. Mas alertou para duas coisas: decidir se realmente quero ser médica, porque capacidade para isso eu tenho; e procurar não absorver tanto os problemas dos pacientes...

Como estou de férias, só estou desempregada a partir de fevereiro. Não vou mais morar em Vila Isabel e isso também é estranho. Voltar para casa dos pais é como dar um passo atrás. Neste momento, só tenho esta saída... Depois dou dois a frente.

Há muitas possibilidades de emprego, mas nada certo. Essa sensação também é estranha... Não saber até agora o que vou estar fazendo em fevereiro. Falta de controle, mas não de confiança em Deus.

Gastei muito dinheiro nesse fim de ano. Deixei o carro mais bem cuidado: óleo, filtro, pastilha de freio, alinhamento, balanceamento, cambagem, sincronização, borrachas das portas, alarme! Para ficar melhor, só se eu tivesse din din pra pintá-lo. Melhor ainda se pudesse comprar um novo!!!! (vamos pensar alto... isso é plano pra 2008).

Dia 6/1/8 vai ter festa dos Sambamantes!

Dia 13/1/8 vou viajar! Minha prima Mirella esteve aqui no Rio em dezembro e a gente se deu tão bem, como amigas íntimas de infância, que eu vou lá atrás dela e da terrinha: Ceará! Dia 2/2/8 é carnaval !!!


Em maio, tem mais Ceará - Congresso Brasileiro de MFC.

O Bloco Sambamante sairá na segunda de carnaval. (O primeiro a gente nunca vai esquecer...)

Estou me sentindo bem! Profissional, religiosa e amorosamente. Ele agora é cinqüentão!!!
Quero, enfim, fazer o tal do curso de canto, mas ainda não sei onde.

Minha sobrinha Mariana é linda!

Estou lendo "Nosso Lar", de André Luiz/Chico Xavier: muito bom!

Só preciso de tempo e paciência... Quero ter sempre bons momentos com as pessoas que amo, como esses dois aí de baixo e trabalhar muito em 2008!!!

Luto no Samba: morreu o grande flautista Camunguelo


Não há quem freqüente as rodas do Rio e não conheça o som da flauta de Camunguelo - bem como suas músicas e suas tiradas hilárias.


Do Renascença ao Bip Bip, passando pelas festas de São Jorge em sua casa, sua presença era sempre saudada com alegria. Era impossível não notar aquele ex-estivador alto, sempre de boina branca, que compôs sucessos como "Amarguras" (parceria com Zeca Pagodinho).


Em 2001, ficou com o 2º lugar seu choro "Zé Galinha", (parceria com Sílvio da Silva), no "Festival Chorando no Rio" organizado pelo MIS (Museu da Imagem e do Som).


Cláudio Lopes dos Santos, seu nome de batismo, faleceu aos 60 anos na tarde do dia 24 de dezembro de 2007, vítima de complicações causadas pelo diabetes.


Seu mais recente disco encontra-se em fase de finalização.


É com "Gurufim", música que ele sempre cantava nas rodas, que a Agenda (do Samba e Choro) presta sua homenagem ao músico...


"Eu vou fingir que morripra ver quem vai chorar por mim


E quem vai ficar gargalhando no meu gurufim


Quem vai beber minha cachaça


e tomar o meu café


e quem vai ficar paquerando a minha mulher.


Quando o caixão chegar


Eu me levanto da mesa


E vou logo apagar as quatro velas acesas


Eu vou pedir pra minha mãe: não chora...


Amigo a gente vê é nessa hora..."


O trecho acima foi retirado do site http://www.samba-choro.com.br/, escrito pela amiga Eugênia Rodrigues. O texto abaixo é o que eu escrevi e mandei pros Sambamantes.


Gente, fiquei triste! Adoro o Camunguelo nas rodas e a última vez que o vi foi no dia do samba, na Pedra do Sal. Aquela flauta... Aquelas músicas do "Girl, please", "e quem vai ficar paquerando a minha mulher"... Lembro que o aplaudi muito lá de cima da pedra, pois fazia muito tempo que não o via... Na época que o Samba do Trabalhador não era moda, eu sempre ia e ele sempre tava lá.

61 anos não é idade para sambista morrer de diabetes... Por isso, lanço a campanha, dentro dos Sambamantes:

façam uma consulta médica anualmente
(para aqueles que não tem doença)

visitem seu médico com maior regularidade
(para aqueles portadores de doenças crônicas)


CUIDADO com comidas salgadas, como tira-gostos (pensando em pressão alta), muito gordurosas, frituras, massas em excesso, doces, ...


PREFIRAM saladas, frutas, verduras e legumes, carne magra, queijo branco, produtos light/diet.. .


PRATIQUEM exercícios físicos regulares !!!!


PERCAM peso ...


EVITEM bebidas alcoólicas em excesso


PAREM de fumar já!!!


O bom e velho Camunguelo morreu de uma vez só, o que não deixa de ser um tipo de sorte... Mas quem tem doenças cardiovasculares pode ter seqüelas, como AVC ("derrame"), rins parando de funcionar, lesões sem cura nos olhos... Sem falar na angina e no Infarto do coração! Aí tem que ficar internado, ou "dando trabalho" em casa...


visitem o site:
http://www.diabetes .org.br/diabetes /index.php e saibam tudo de diabetes!!!!

CUIDEM-SE!!!

Um vídeo do Camunguleo no You Tube: http://www.youtube.com/watch?v=T_CgOMU56AM

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Um parto no meio da rua (escrito por Melina)

Hoje vi uma jovem, muito jovem moradora de rua tendo seu bebê na calçada.
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Quando ela iniciou o seu trabalho de parto, na madrugada anterior, foi uma das noites mais frias que já vivenciei desde que moro aqui no Rio de Janeiro, ainda que dentro do meu apartamento, munida de pijama de flanela, edredom e cobertor. O dia de hoje também amanheceu um gelo e ela teve o bebê sozinha no meio da rua fria.
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Fria de temperatura e fria de gentilezas. Ela pediu ajuda a muitos transeuntes, nenhum dos abordados parou para olhar para a ela sequer. Seguiam seus caminhos com os relógios que correm urgentes, com a pressa que nos é própria. Estamos sempre sendo “obrigados” a correr, a só olhar para nós mesmos e não conseguimos enxergar um palmo diante dos nossos interesses.
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Ela era jovem, pedia ajuda e paria ali no meio da rua e no frio. E eu não fiz nada, não olhei em seus olhos, não apertei sua mão. Quando me aproximei, vi a cabeça daquela criança branca coroando no corpo negro de sua mãe. Estava muito frio e a criança pálida sequer chorou. Parecia morta. O Corpo de Bombeiros chegou para finalizar os procedimentos do parto de improviso. Diante de uns olhares curiosos e outros indiferentes, o cordão umbilical foi cortado, ela colocada numa maca, o bebê enrolado no cobertor usado por ela na noite passada e eles seguiram juntos seus caminhos e eu segui o meu.
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Aquele conjunto de cenas não me saiu da cabeça durante todo o dia e o meu corpo até agora sente os reflexos daquela hora. Onde vamos parar com a violência das nossas indiferenças? Até quando o outro vai ser apenas mais um? Quando vamos aprender a nos colocarmos no lugar do outro e fazer a este o que gostaríamos que nos fosse feito?
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Essas foram as perguntas que me fiz ininterruptamente.
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Não consegui me responder.
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Jovem e pariu numa calçada da Zona Sul do Rio de Janeiro.
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Ela não sabe que tem direito a um pré-natal e a uma maternidade? Ou ela pensa que quem dorme nas calçadas sob o olhar desatento e indiferente de cada um de nós não tem direitos? Nunca saberei.
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Uma amiga foi visitá-los. É um menino. No meio da tarde já havia mamado, apesar de a mãe ainda estar seqüelada, talvez uma droga consumida na noite para suportar o frio da madruga ao relento. Ela queria cinco reais, não sabia muito bem para quê, quem sabe o hábito de pedir... E ele ainda não tinha nome.
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Só imagino o quanto essa vida nova que chega, tem o seu início já marcado pelo alheamento e desamparo.
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E se nós, que nascemos em maternidades, fomos criados em locais fechados e protegidos, tivemos pais mais ou menos instruídos, cometemos lá os nossos absurdos: furamos filas, sonegamos impostos, damos um trocado ao guarda para nos livrar da multa, furamos os sinais vermelhos, enganamos no troco, jogamos o papel da bala no meio da rua, criticamos o amigo por trás, julgamos as pessoas pelas suas atitudes, deixamos que as atitudes alheias determinem as nossas; que absurdos não tem o direito de cometer quem nasce no meio da rua fria naquelas condições?
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Mais perguntas sem respostas.
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Espero que ele nos surpreenda com um futuro decente e valores melhores do que o que temos hoje, apesar de não dormirmos no sereno.
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mais textos legais como este em http://euescrevendo.blogger.com.br/

domingo, 16 de setembro de 2007

CONFIANÇA NO MAIOR!

Confia Sempre
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Não percas a tua fé entre as sombras do mundo.
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Ainda que os teus pés estejam sangrando, segue para a frente, erguendo-a por luz celeste, acima de ti mesmo.
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Crê e trabalha.
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Esforça-te no bem e espera com paciência.
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Tudo passa e tudo se renova na terra, mas o que vem do céu permanecerá.
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De todos os infelizes os mais desditosos são os que perderam a confiança em Deus e em si mesmo, porque o maior infortúnio é sofrer a privação da fé e prosseguir vivendo.
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Eleva, pois, o teu olhar e caminha.
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Luta e serve.
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Aprende e adianta-te.
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Brilha a alvorada além da noite.
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Hoje, é possível que a tempestade te amarfanhe o coração e te atormente o ideal, aguilhoando-te com a aflição ou ameaçando-te com a morte...
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Não te esqueças, porém, de que amanhã será outro dia.
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Meimei (Médium Francisco Cândido Xavier)
...
"Em 3 luas novas, as respostas virão"

domingo, 9 de setembro de 2007

Sururu na Roda: adoro vocês!

Fabiano Salek, Camila Costa, Thais Façanha, Nilze Carvalho e Silvio Carvalho!
(Amigos que moram em meu coração e nos ouvidos :-)

Esta foto foi um pedido meu ao querido grupo Sururu na Roda. Foi no CCC, em 1 de agosto, no último show do Programa Samba Social Clube, da MPB FM (meus amigos estão na mídia cada vez mais). Neste mesmo dia cantaram com eles Serjão Loroza (maior figura que lembra meu irmão!!!), Juliana Diniz (...) e Augusto Martins.
Eu como fã número 2 só tinha uma foto com eles todos, que tinha ficado com uma resolução péssima para revelar... (Essa aí embaixo). Só que penei pra conseguir que me enviassem o raio da foto... Nilzita mandou hoje... Enchi tanto o saco dela pelo orkut, tadinha... Valeu, Nilze!

sábado, 8 de setembro de 2007


"Carrinho de linha"
(Walter Queiroz)
Deixe seu endereço
Deixe, que eu mando levar
Mando um carrinho de linha, morena
Agulha pra costurar
Vê se costura pra mim
Uma camisa de linho
Bote meu nome no bolso
E capriche fazendo o colarinho
Só vou usar no domingo
Porque senão perde a graça
Vamos tirar um retrato, morena
No lambe-lambe da praça
Vê se me faz um vestido
Azul do céu, com bainha
Como se fosse pastora
Que dança no terno da Lapinha
Bota uma flor no cabelo
Mas não precisa perfume
Ou você quer me matar, morena
De paixão e ciúme

CANTAR ...

CANTAR
(Teresa Cristina)

Cantar
Desnudar-se diante da vida
Cantar é vestir-se com a voz que se tem
Achar o tom da alegria perdida
E não ter que explicar pra ninguém

A razão desta tal melodia
Encharcada de sorriso e pranto
No cantar a lembrança se cria
E envelhece de repente
Vai solta no ar
Por isso eu canto

Canto para amenizar
Grande dor que me traz
O sorriso de alguém
Se a minha escola querida
Cruzar a avenida
Eu canto também
No canto
Vou jogando a minha vida pra você
Por isso, fecho os olhos pra não ver

Essa foto não está o máximo????
Realizem:
"- E agora, com vocês, Thais Façanha no palco do CCC!"

Ah, este sonho meu de cantar...

Fui num show nesta quarta, que reuniu Mariana Bernardes, Ana Costa, Luciane Menezes, e minhas queridas amigas Mariana Baltar e Nilze Carvalho! Elas foram convidadas pelos compositores Marceu Vieira e Tuninho Galante para cantarem suas músicas... Como eu gosto de ver as cantoras cantando... Fico tão vidrada e tão absorvida... Acho que na verdade, quando vou a um show, o faço para me alimentar, me preencher daquele encanto que é estar no palco... No fundo, no fundo, eu gostaria de estar lá!
.
Clarice Magalhães, do Batifundo e do Choro na Feira, minha professora de pandeiro, foi quem me convidou pessoalmente a conferir esse show (só porque ela estava tocando, sabe?).
..
Contando a verdade sobre essa foto aí de cima: foi o momento que subi ao palco para fazer a homenagem dos membros da Comunidade do Orkut "Teresa Cristina & Semente", no dia 30 de agosto de 2007, o que chamamos de "ORKONTRO". Repararam na camisa? Os meninos fizeram a arte e colocaram pilha para TODOS fazerem uma... Como só a besta aqui foi quem acreditou, este foi o critério de escolha para subir ao palco e pagar o mico.
Vale conferir o clipe do Orkontro no YouTube!
Teresa vai de Valle a Maurity no CD 'Delicada'

Parceria de João do Valle com José Cândido e Paulo Bangu, o coco Pé do Lageiro (1957) foi regravado por Teresa Cristina e o Grupo Semente no álbum Delicada (capa acima), que chegará às lojas neste mês de setembro, pela EMI. Outras regravações do disco são Nem Ouro Nem Prata - samba afro de Ruy Maurity, grande hit na voz do autor nos anos 70 - e Gema, de Caetano Veloso. Contudo, o repertório é essencialmente inédito. Eis as 14 faixas de Delicada:

1 Cantar (Teresa Cristina)
2 A Gente Esquece (Paulinho da Viola)
3 Fim de Romance (Teresa Cristina e Argemiro)
4 Nem Ouro, Nem Prata (José Jorge e Ruy Maurity)
5 Quebranto (Alfredo Del-Penho e Z.L.)
6 Gema (Caetano Veloso)
7 Carrinho De Linha (Walter Queiroz)
8 Pé Do Lageiro (João do Vale, José Candido e Paulo Bangu)
9 Senhora Das Águas (Teresa Cristina e João Callado)
10 João Teimoso (João Callado)
11 Delicada (Teresa Cristina e Zé Renato)
12 A Paz No Coração (Candeia e Cabana)
13 Saudade De Você (Teresa Cristina e João Callado)
14 Fechei A Porta (Sebastião Motta e Delice Ferreira dos Santos) / Rosa Maria (Aníbal da Silva / Éden Silva) / Foi Uma Jura (Adolfo Macedo, Marcelino e Zé da Zilda)

Fonte:
http://www.blogdomauroferreira.blogspot.com/ e Comunidade do Orkut "Teresa Cristina & Semente"

segunda-feira, 23 de julho de 2007

Música de Teresa Cristina na voz de Mariana Baltar

Vai com Deus
(Teresa Cristina / João Callado)
.
Vai, vai seguir o seu caminho
Vai, que eu estou melhor sozinho
Sofri desilusão, mas agora quero paz
Se a dor voltar, eu já sei o que fazer
Pego a viola e faço um samba pra você
O amor partiu, mas a inspiração ficou
E a melodia que eu começo a esquecer
Manhã surgiu, vento veio e me lembrou
.
E a alegria que esse samba me traz
Quando me esqueço de ti
Finalmente encontro a paz
Meus versos já não falam mais de saudade
O vento soprou a lembrança
desse amor que já vai tarde

quarta-feira, 18 de julho de 2007

Jardim da Infância....

...Se os pais dos rapazes que agrediram a empregada
(no Rio) e dos que incendiaram o indio Galdino
em Brasilia, tivessem colocado em prática parte
do que aprenderam no Jardim da Infância,
aquelas barbáries não teriam acontecido.
...TUDO O QUE HOJE PRECISO REALMENTE SABER,
APRENDI NO JARDIM DE INFÂNCIA
...Tudo o que hoje preciso realmente saber, sobre
como viver, o que fazer e como ser, eu aprendi
no jardim de infância. A sabedoria não se encontrava
no topo de um curso de pós-graduação, mas no
montinho de areia da escola de todo dia.
Estas são as coisas que aprendi lá:
1. Compartilhe tudo.
2. Jogue dentro das regras.
3. Não bata nos outros.
4. Coloque as coisas de volta onde pegou.
5. Arrume sua bagunça.
6. Não pegue as coisas dos outros.
7. Peça desculpas quando machucar alguém.
8. Lave as mãos antes de comer e agradeça a
Deus antes de deitar.
9. Dê descarga. (esse é importante)
10. Biscoitos quentinhos e leite fazem bem
para você.
11. Respeite o outro.
12. Leve uma vida equilibrada: aprenda um
pouco, pense um pouco...desenhe... pinte...
cante... dance... brinque... trabalhe
um pouco todos os dias.
13. Tire uma soneca a tarde; (isso é muito bom)
14. Quando sair, cuidado com os carros.
15. Dê a mão e fique junto.
16. Repare nas maravilhas da vida.
17. O peixinho dourado, o hamster, o camundongo
branco e até mesmo a sementinha no copinho
plástico, todos morrem... nós também
...Pegue qualquer um desses itens, coloque-os em
termos mais adultos e sofisticados e aplique-os à
sua vida familiar, ao seu trabalho, ao seu governo,
ao seu mundo e ai verá como ele é verdadeiro claro
e firme.
...Pense como o mundo seria melhor se todos
nós, no mundo todo, tivéssemos biscoitos e leite
todos os dias por volta das três da tarde e
pudéssemos nos deitar com um cobertorzinho
para uma soneca. .Ou se todos os governos
tivessem como regra básica devolver as coisas
ao lugar em que elas se encontravam e arrumassem
a bagunça ao sair.
...Ao sair para o mundo é sempre melhor
darmos as mãos e ficarmos juntos .
" É necessário abrir os olhos e perceber que as
coisas boas estão dentro de nós, onde os
sentimentos não precisam de motivos
nem os desejos de razão. O importante é
aproveitar o momento e aprender sua duração,
pois a vida está nos olhos de quem souber ver"
Pedro Bial.

sexta-feira, 13 de julho de 2007

O primeiro passo pra fama...

PANDEIRADA EM LARANJEIRAS!

7 de julho de 2007 foi o dia da grande estréia!
Ao comando da professora Clarice Magalhães,
a turma de pandeiro I do primeiro semestre
de 2007 foi muito bem recebida pelo
público da feira da praça General Glicério!

Não foi nada fácil, mesmo depois de tantos
ensaios... Na hora H dá um branco, as
mãos ficam suadas... Mas amei a experiência!

O amor e a rosa
(Pernambuco e Antonio Maria)

Guarda a rosa que eu te dei
Esquece os males que eu te fiz
A rosa vale mais
Que a tua dor
Se tudo passou
Se o amor acabou
A rosa deve ficar
Num canto qualquer
Do teu coração

O amor reviverá...

domingo, 17 de junho de 2007

Atualizando a vida ...


Hoje comprei coisas na feira: melancia, abacaxi, alface, bolsa de nylon, amassador de alho, colher de bambu. Tenho um olhar muito diferente pras frutas hoje em dia. Faz tanto sentido pra mim tentar me alimentar melhor! Estou conseguindo. As frutas são bonitas... Atraentes... As verduras... Só queria que fazer exercício físico fizesse tanto sentido pra mim um dia como a reeducação alimentar faz. Já perdi 6kg e vivo falando para meio mundo que a minha alimentação correta é pra sempre! Já ensaiei caminhadas no Maracanã, e foi melhor quando fui com as amigas da residência...

Tomé é alguém muito especial. Gosto dele sim, não posso negar. Faz muita coisa por mim e pra mim. Tem cuidado, tem carinho. Ele já faz parte de mim. Aprendi muito. Sempre falo dele e de sua influência em minha vida.

Cuidar de pacientes é tarefa difícil. Quanto mais a gente pergunta, mais surgem necessidades e demandas. E aquelas queixas bizarras??? Ou aquelas nem tão bizarras assim que não dou conta?
Hoje uma paciente disse na minha cara que eu não pareço uma médica. Que o jeito que falo parece mais um agente comunitário de saúde do que uma médica. Poderia ser cosiderado um elogio isso aí. Mas só eu posso me lembrar do seu semblante de desprezo ao falar de mim. Definitivamente não foi um elogio. Tentei argumentar dizendo que a maneira que eu falo seria então considerada uma coisa boa, já que falar como um agente comunitário de saúde é utilizar linguagem fácil, acessível, sem jargão médico, ou seja, a língua do paciente. Mas ela disse com todas as palavras que eu não passo credibilidade, confiança. Engoli 3 sapos. Respirei fundo, tive vontade de continuar argumentando... Aquilo me tocou muito fundo. Doeu. Mexeu no ego. Será que eu não pareço médica mesmo? Logo eu que não tenho essa identidade bem consolidada? Será a minha imagem? A roupa? O cabelo? Eu sei que o povo tende a achar que sou auxiliar de enfermagem, de forma preconceituosa (deles e minha). Ou será a minha atitude? Quantos mais pacientes pensam o mesmo de mim e não tiveram a coragem e a sinceridade de falar a verdade para a médica? Até que ponto é bom eu me esforçar tanto pra explicar as coisas de maneira simples pros pacientes? E aquela história do suposto saber?

Ainda tenho medo de plantões de emergência. Parece que não sou completa... Nunca entubei um paciente vivo. Só fiz uma punção profunda... Não domino aquela coisas das doses das drogas, etc, etc...

Samba...

Aulas de canto estão planejadas para depois das de pandeiro. E, aliás, não vou na apresentação do pandeiro na praça do Choro na Feira porque vou estar no Congresso da AMFAC, que ajudo a organizar há uns 8 meses.

Está frio!

Essa coisa de entrevistar pacientes para o grupo Conviver Saúde enriquece muito a minha experiência pessoal como ser humano. Cada história de vida das pessoas... Se eu pudesse gravar ou filmar, dava um puta documentário.

Queria mais tempo... Pra ler, pra cuidar da casa, pra cozinhar mais. Estou gostando de cozinhar! Queria até ter um jardim... Estou crescendo... E acho que está aflorando em mim um pouco mais o estilo "dona de casa de ser". Já opero máquina de lavar e compro carne no mercado!!!!

Teatro. Ser artista... Pensei nas aulas de teatro do Teatro Miguel Falabella, no Norte Shopping.
Redução de mamas, talvez em janeiro! E a crise do R2? O que vou fazer ano que vem? Onde vou trabalhar??? Ando atrás de concursos para lugares como o Ceará... Mas ao mesmo tempo tem a família, os amigos, o samba, os programas culturais e o trabalho mediúnico no Centro... Ai, ai... Outra coisa legal: estava lendo o blog VMQS desde a sua criação. Quanta coisa já aconteceu, quanto já mudei... Como as prioridades da vida vão mudando... Vejam fotos novas no meu orkut!