sexta-feira, 22 de agosto de 2008
Eu devia estar contente
Porque eu tenho um emprego
Sou o dito cidadão respeitável
E ganho quatro mil cruzeiros por mês
.
Eu devia agradecer ao Senhor
Por ter tido sucesso na vida como artista
Eu devia estar feliz porque
Consegui comprar um Corcel 73
.
Eu devia estar alegre e satisfeito
Por morar em Ipanema
Depois de ter passado fome por dois anos
Aqui na Cidade Maravilhosa
.
Eu devia estar sorrindo e orgulhoso
Por ter finalmente vencido na vida
Mas eu acho isto uma grande piada
E um tanto quanto perigosa
.
Eu devia estar contente
Por ter conseguido tudo que eu quis
Mas confesso abestalhado
Que eu estou decepcionado
.
Porque foi tão fácil conseguir
E agora eu me pergunto "e daí?"
E tenho uma porção de coisas grandes
Prá conquistar, eu não posso ficar aí parado
.
Eu devia estar feliz pelo Senhor
Ter me concedido o domingo
Prá ir com a família ao jardim zoológico
Dar pipoca aos macacos
.
Ah, mas que sujeito chato sou eu
Que não acha nada engraçado
Macaco, praia, carro, jornal, tobogã
Eu acho tudo isso um saco
.
É você olhar no espelho
Se sentir um grandessíssimo idiota
Saber que é humano, ridículo, limitado,
E que só usa dez por cento de sua cabeça-animal
.
E você ainda acredita que é um doutor
Padre ou policial
E que está contribuindo com sua parte
Para o nosso belo quadro social
.
Eu é que não me sento
No trono de um apartamento
Com a boca escancarada
Cheia de dentes, esperando a morte chegar
.
Porque longe das cercas embandeiradas que separam quintais
No cume calmo do meu olho que vê
Assenta a sombra sonora
Dum disco voador
ENGRAÇADO COMO A VIDA DA GENTE TEM FASES DIFERENTES... SEMPRE OUVI ESSA MÚSICA, MAS SEMPRE CHEGA O DIA EM QUE VOCÊ OUVE ALGO CORRIQUEIRO QUE TRADUZ TOTALMENTE O QUE VOCÊ SENTE (nesta música, quase que totalmente). FAZ UM SENTIDO TÃO GRANDE A LETRA...
quinta-feira, 3 de julho de 2008
Pensamento encadeado sob a amendoeira...
segunda-feira, 19 de maio de 2008
Que música redondinha...
(Gonzaguinha)
Primeiro você me azucrina
segunda-feira, 21 de abril de 2008
VIVENDO
quinta-feira, 10 de abril de 2008
Resenha do Mauro Ferreira

De volta à cena, Teresa apresentou os colegas de grupo e cantou A Paz do Coração, partido alto de Candeia. Na seqüência, ela entoou Gema, o tema de Caetano Veloso que, na voz da artista, brilha mais no palco do que no disco. Ainda na seara alheia, a intérprete recordou de forma graciosa Pé do Lageiro (João do Vale, José Cândido e Paulo Bangu) e Carrinho de Linha, saudando Fafá de Belém, intérprete original deste tema de Walter Queiroz, um hit de 1980 cujos nós rítmicos Teresa já sabe desatar com desenvoltura.
Com Seu Jorge, convidado especial do show e velho conhecido de Teresa, houve duetos espirituosos e gingados em sambas como Me Deixa em Paz (que ambos gravaram para o ainda inédito CD Flores do Clube, em que cantoras recriam as músicas do álbum duplo Clube da Esquina, de 1972) e Sem Compromisso. Já sem Jorge, Teresa sacou um Paulinho da Viola pouco conhecido (A Gente Esquece, regravado por ela no CD Delicada) e, com o Semente na beira do palco, tentou reviver o clima heróico das primeiras apresentações com o grupo, feita há dez anos. "A gente dividia o mesmo retorno", lembrou. Este breve set, com Meu Mundo É Hoje (Eu Sou Assim) e Calo de Estimação, teve íntimo valor afetivo e preparou o clima para o gran finale portelense, que culminou com Foi um Rio que Passou em Minha Vida, com o público já de pé, cantando os versos deste samba irresistível de Paulinho da Viola, cuja obra sustentou o primeiro disco de Teresa.
No bis, Teresa Cristina reeditou o pot-pourri que encerra o CD Delicada - com Fechei a Porta, Rosa Maria e Jura - e chamou Seu Jorge de volta ao palco. De improviso, Jorge quis cantar o samba Acreditar (Ivone Lara e Délcio Carvalho) e Teresa teve que se encontrar no tom da música. Mas tudo já era festa. Que terminou com Embala Eu e o samba de roda Marinheiro Só. Escorada na cozinha segura do Grupo Semente, Teresa Cristina já era senhora da cena a essa altura do show e reinava feliz e descontraída, mostrando grande evolução cênica neste belo show.

FONTE: http://www.blogdomauroferreira.blogspot.com
domingo, 6 de abril de 2008
DENGUE!!!!!!!!!!!!!!!!!!
http://www.Dengue.org.br/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Dengue
http://www.cives.ufrj.br/informacao/Dengue/den-iv.html
http://www.medicina.ufmg.br/spt/Dengue/infoleigos.htm
http://www.combateaDengue.com.br/
Depois da picada do mosquito, os sintomas se manifestam entre 3 e 15dias, mas em média de 5 a 6 dias. É só depois desse período que osseguintes sintomas aparecem:
Dengue Clássica
Febre alta com início súbito.Forte dor de cabeça.Dor atrás dos olhos, que piora com o movimento dos mesmos.Perda do paladar e apetite.Manchas e erupções na pele semelhantes ao sarampo, principalmente notórax e membros superiores.Náuseas e vômitos.Tonturas.Extremo cansaço.Moleza e dor no corpo.Muitas dores nos ossos e articulações.
Dengue hemorrágica
Os sintomas da Dengue hemorrágica são os mesmos da Dengue comum.A diferença ocorre quando acaba a febre e começam a surgir os sinais de alerta:Dores abdominais fortes e contínuas.Vômitos persistentes.Pele pálida, fria e úmida.Sangramento pelo nariz, boca e gengivas.Manchas vermelhas na pele.Sonolência, agitação e confusão mental.Sede excessiva e boca seca.Pulso rápido e fraco.Dificuldade respiratória.Perda de consciência.
Na Dengue hemorrágica, o quadro clínico se agrava rapidamente, apresentando sinais de insuficiência circulatória e choque, podendo levar a pessoa à morte em até 24 horas.
Em caso de suspeita de Dengue, sempre procurar, o mais rápido possível, o posto de saúde mais próximo.
Tratamento
Ao ser observado o primeiro sintoma da Dengue, deve-se buscar orientação médica no posto de saúde mais próximo. Só depois de consultar um médico, alguns cuidados devem ser tomados, como:
A reidratação oral é uma medida importante e deve ser realizada durante todo o período de duração da doença e, principalmente, da febre. O tratamento da Dengue é de suporte, ou seja, alívio dos sintomas, reposição de líquidos perdidos e manutenção da atividade sangüínea.
A Dengue é uma doença febril aguda. A pessoa pode adoecer quando o vírus penetra no organismo, pela picada de um mosquito infectado, o Aedes aegypti.
2. Quanto tempo depois de ser picado aparece a doença?
Se o mosquito estiver infectado, o período de incubação varia de 3 a 15 dias, sendo em média de 5 a 6 dias.
3. Quais são os sintomas da Dengue?
Os sintomas mais comuns são febre, dores no corpo, principalmente nas articulações, e dor de cabeça.Também podem aparecer manchas vermelhas pelo corpo e em alguns casos, sangramento, mais comum na gengiva.
4. O que devo fazer se aparecer alguns desses sintomas?
Buscar o serviço de saúde mais próximo.
5. Como é feito o tratamento da Dengue?
Não há tratamento específico para o paciente com Dengue clássica. O médico deve tratar os sintomas, como as dores de cabeça e no corpo, com analgésicos e antitérmicos (dipirona). Devem ser evitados os salicilatos, como o AAS e a Aspirina, já que seu uso pode favorecer o aparecimento de manifestações hemorrágicas. É importante também que o paciente fique em repouso e beba bastante líquido. Já os pacientes com Febre Hemorrágica da Dengue (FHD) devem ser observados cuidadosamente para identificação dos primeiros sinais de choque, como a queda de pressão. O período crítico ocorre durante a transição da fase febril para a sem febre, geralmente após o 3º dia da doença. A pessoa deixa de ter febre e isso leva a uma falsa sensação de melhora, mas em seguida o quadro clínico do paciente piora. Em casos menos graves, quando o vômito ameaçar causar desidratação, a reidratação pode ser feita em nível ambulatorial. Alguns dos sintomas da Dengue só podem ser diagnosticados por um médico.
6. A pessoa que pegar Dengue pode morrer?
Sim. A Dengue, mesmo na forma clássica, é uma doença séria. Caso a pessoa seja portadora de alguma doença crônica, como problemas cardíacos, devem ser tomados cuidados especiais. No entanto, ela é mais grave quando se apresenta na forma hemorrágica. Nesse caso, quando tratada a tempo, a pessoa não corre risco de morte.
7. Quais os cuidados para não se pegar Dengue?
Como é praticamente impossível eliminar o mosquito, é preciso identificar objetos que possam se transformar em criadouros do Aedes. Por exemplo, uma bacia no pátio de uma casa é um risco, porque, com o acúmulo da água da chuva, a fêmea do mosquito poderá depositar os ovos nesse local. Então, o único modo é limpar e retirar tudo o que possa acumular água e oferecer risco. Em 90% dos casos, o foco do mosquito está nas residências.
8. O que devo fazer para evitar o mosquito da Dengue?
Para evitar o mosquito da Dengue é preciso eliminar os focos do Aedes. Use mosquiteiros e principalmente telas nas janelas. Use roupas que cubram maior parte do corpo. Veja as dicas de prevenção.
9. Depois de termos Dengue, podemos pegar novamente?
Sim, podemos, mas nunca do mesmo tipo de vírus. Ou seja, a pessoa fica imune contra o tipo de vírus que provocou a doença, mas ela ainda poderá ser contaminada pelas outras 3 formas conhecidas do vírus da Dengue.
10. Posso pegar Dengue de uma pessoa doente?
Em hipótese alguma. Não há transmissão por contato direto de um doente ou de suas secreções com uma pessoa sadia, nem de fontes de água ou alimento.
11. Quantos tipos de vírus da Dengue existem?
São conhecidos 4 sorotipos: 1, 2, 3 e 4, sendo que no Brasil não existe circulação do tipo 4.
12. Existe vacina contra a Dengue?
Ainda não, mas a comunidade científica internacional e brasileira está trabalhando firme nesse propósito. Estimativas indicam que deveremos ter um imunizante contra a Dengue em 5 anos. A vacina contra a Dengue é mais complexa que as demais. A Dengue, com 4 vírus identificados até o momento, é um desafio para os pesquisadores. Será necessário fazer uma combinação de todos os vírus para que se obtenha um imunizante realmente eficaz contra a doença.
13. Por que essa doença ocorre no Brasil?
É um sério problema de saúde pública em todo o mundo, especialmente nos países tropicais como o nosso, onde as condições do meio ambiente, aliadas a características urbanas, favorecem o desenvolvimento e a proliferação do mosquito transmissor, o Aedes aegypti. Mais de 100 países em todos os continentes, exceto a Europa, registram a presença do mosquito e casos da doença. Ano passado, o mundo teve 100 milhões de casos notificados, com 80 mil óbitos.
14. Onde o Aedes aegypti gosta de ficar?
15. Posso usar inseticidas diariamente contra o Aedes?
Pode. A maioria dos aerossóis domésticos possui piretróide que, segundo alguns especialistas, é uma substância menos tóxica para as pessoas. De qualquer maneira, os inseticidas não devem ser borrifados diretamente em pessoas, animais e plantas.
16. Posso usar repelentes corporais?
Pode, mas com cautela. Existem apresentações em creme, loção ou aerossol. Aqueles que contêm DEET formam uma camada protetora sobre a pele. Alguns repelentes têm MGK e PVO, que são substâncias que potencializam os efeitos dos repelentes. Devem ser usados com moderação. Não é recomendado para crianças com menos de 6 anos. Repelentes corporais podem causar reações alérgicas na pele. Em crianças, usa apenas os repelentes indicados para elas.
Só em água de piscinas abandonadas. Se a água for tratada, com pH adequado e clorada, não há qualquer risco de desenvolvimento de larvas do Aedes. É recomendável limpar as bordas das piscinas periodicamente pois podem servir como depósito para ovos do mosquito.
18. Os aquários também são criadouros do Aedes?
Não. As larvas dos mosquitos são o prato preferido dos peixes.
19. Colocar pó de café nos pratinhos de plantas impede o desenvolvimento das larvas do mosquito?
Não existe comprovação da ação larvicida da borra de café.
20. Água sanitária e fumo de rolo têm ação sobre os focos?
Não existe comprovação da eficácia. É prudente não confiar.
21. E quanto ao uso de velas?
Defensores do uso de velas de andiroba e citronela para afastar os mosquitos recomendam que o mesmo seja feito em ambientes fechados. Não há comprovação científica da eficácia das velas. É melhor ser prudente.
22. O ar condicionado ajuda a afastar o mosquito?
Sim, pois o Aedes não gosta de frio.
23. É verdade que o complexo B afasta o mosquito?
O complexo B realmente altera a composição do suor do corpo humano e, segundo o relato de alguns pesquisadores, sua eliminação pela pele tem ação repelente. No entanto, há controvérsias entre os médicos quanto a esta ação.
24. A Dengue é mais comum na região serrana ou no litoral?
No litoral, embora o mosquito esteja apresentando um alto grau de adaptação a ambientes e condições que anteriormente repelia.
domingo, 23 de março de 2008
Reflexão da Páscoa

Ressurreição do amor...Ressurreição da amizade...
Ressurreição da vontade de ser feliz.
Fonte: otimismoemrede.com
Praga - Figuras de Deus - Dominque Ponnau - UNESP
sábado, 8 de março de 2008
HOMENAGEM ÁS CABROCHAS BRASILEIRAS NO SEU DIA: 8 DE MARÇO! PARABÉNS!!!

(Pepeu Gomes/ Moraes Moreira)
Quem desce do morro
Não morre no asfalto
Lá vem o Brasil descendo a ladeira
Na bola, no samba, na sola, no salto
Lá vem o Brasil descendo a ladeira
Na sua escola é a passista primeira
Lá vem o Brasil descendo a ladeira
No equilíbrio da lata não é brincadeira
Lá vem o Brasil descendo a ladeira
E toda cidade que andava quieta
Naquela madruga acordou mais cedo
Arriscando um verso, gritou o poeta
Respondeu o povo num samba sem medo
Enquanto a mulata em pleno movimento
Com tanta cadência descia a ladeira
A todos mostrava naquele momento
A força que tem a mulher brasileira
Desenho de Niemeyer. Fonte: NIEMEYER, Oscar. A Forma na Arquitetura. Rio de Janeiro: Avenir, 1980, p.23.
terça-feira, 26 de fevereiro de 2008
Estou falando com Ele...
Tenho que ficar a sós
Tenho que apagar a luz
Tenho que calar a voz
Tenho que encontrar a paz
Tenho que folgar os nós
Dos sapatos, da gravata
Dos desejos, dos receios
Tenho que esquecer a data
Tenho que perder a conta
Tenho que ter mãos vazias
Ter a alma e o corpo nus
Se eu quiser falar com Deus
Tenho que aceitar a dor
Tenho que comer o pão
Que o diabo amassou
Tenho que virar um cão
Tenho que lamber o chão
Dos palácios, dos castelos
Suntuosos do meu sonho
Tenho que me ver tristonho
Tenho que me achar medonho
E apesar de um mal tamanho
Alegrar meu coração
Se eu quiser falar com Deus
Tenho que me aventurar
Tenho que subir aos céus
Sem cordas pra segurar
Tenho que dizer adeus
Dar as costas, caminhar
Decidido, pela estrada
Que ao findar vai dar em nada
Nada, nada, nada, nada
Nada, nada, nada, nada
Nada, nada, nada, nada
Do que eu pensava encontrar
Se eu quiser falar com Deus
domingo, 17 de fevereiro de 2008
FEBRE AMARELA
No Ceará é assim:
Ouvi essa música ontem... Bonita, né?
(Roberto e Erasmo)
Não adianta nem tentar
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008
Um sonho realizado ...
Aconteceu em 4/2/2008 o primeiro desfile do Bloco Sambamantes, na Rua Sacadura Cabral, com concentração (e apoio) em frente ao Cais, percurso até a Pedra do Sal, onde foi feita homenagem aos ancestrais do samba. Fomos acompanhados por banda de sopros e o magnífico carro de som patrocinado pelo Zé, além de dezenas de foliões!Este estandarte lindo foi carinhosamente confeccionado ao longo de 4 anos, pelo querido Antonio! E aí estou eu, de Maria Bonita, com sorriso de orelha a orelha... Quando a Banda começou a tocar, quando a chuva parou de cair, eu chorei tanto... Foi um dia inesquecível!!!!
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008
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Médicos e cabeleireiros
Falando em corte de cabelo e convênios, há algum tempo escrevi um texto para o jornal A Folha de São Paulo, que ainda não foi publicado, mas que ilustra bem esta situação. Segue abaixo em primeira mão para o Grupo ORL-Br.
- Como está agora?
- Bem melhor.
- Precisa cuidar direitinho. Tome cuidado, ok?
- Pode deixar.
- Te vejo no mês que vem?
- Com certeza.
- Quer deixar marcado?
- Melhor não. Não quero prender seu horário. Depois eu ligo e marco com mais certeza.
- OK. Até lá!
- Até...
Este foi meu último diálogo com um profissional que vejo quase todos os meses. Felizmente, não sofro de nenhuma doença crônica que precise de acompanhamento periódico. Nem tampouco sou hipocondríaco ou faço exames regulares com receio de algum mal maior. Este foi apenas um fragmento de conversa com o profissional com quem corto o cabelo há mais de 10 anos.
Saindo do salão deixei um cheque no valor de R$ 40,00 referentes ao corte e mais 10% de gorjeta, como meu pai me ensinou: "Filho, estes profissionais ficam bem mais motivados a trabalhar, se você demonstrar satisfação".
Chegando ao consultório me deparo com uma situação constrangedora onde uma paciente recusava-se fornecer seu cartão do plano de saúde para ser feita a cobrança junto à seguradora, pois alegava que era retorno de consulta, onde ela apenas teria vindo para mostrar os exames que eu pedira há 2 meses atrás. Para contornar a situação, acabei orientando que não fosse feita a cobrança e que a atenderia assim mesmo. Afinal, poderia dar a impressão que eu estaria sendo mercenário ou que minha atitude não era digna de um médico com mais de 20 anos de formado.
Ao deitar para dormir à noite, algo me inquietava e afugentava o sono.
Eu pagara R$ 44,00 ao cabeleireiro e, no mesmo dia, tivera recusado pela paciente uma cobrança de R$ 34,00 referentes a uma consulta médica para avaliar alguns exames, que me orientariam na conduta frente a um diagnóstico de câncer e sua possibilidade de cura.
No mês seguinte, voltei ao salão para cortar o cabelo com um pouco menos de entusiasmo. Considerando o investimento em formação técnica e profissional, proporcionalmente, se eu recebo R$ 34,00 por uma consulta, deveria pagar não mais do que R$ 5,00 para cortar o cabelo.
Conversando com o Lúcio, ele me dizia que fizera um curso de 1 ano em escola de cabeleireiros, que vai anualmente a congressos para conhecer novas técnicas, novos produtos e se atualizar nos cortes da moda. Disse que tem que trabalhar até as 20 horas e também aos sábados. Realmente fiquei orgulhoso em saber que meu profissional é um sujeito atualizado.
Novamente a inquietude me tomou de assalto e não pude deixar de me comparar ao Lúcio. Certamente ele não tem curso superior. Nem tampouco pós-graduação. No entanto, isto não o faz uma pessoa menor. Maneja muito bem a tesoura e a máquina e dá o que o cliente quer: satisfação. Valoriza seu trabalho e investe na profissão.
Voltei a pensar em mim.
Ele está certo. O que motiva então esta comparação entre um médico e um cabeleireiro? Vejamos: ambos temos clientes. Os dele são mais fiéis do que os meus, pois os meus vieram até mim por intermédio do livrinho do convênio. Os dele são 100% particulares. Nós dois cuidamos da saúde das pessoas, claro que ele cuida dos cabelos e eu do resto. Vestimo-nos de branco impecavelmente.
Manejamos a tesoura com habilidade. Está certo que as estruturas que eu corto, normalmente, sangram e doem, mas temos que ter certa habilidade para tanto. Em alguns momentos usamos luvas e máscaras, para nos proteger e até proteger o cliente. Trabalhamos bastante. Às vezes temos que atender em 15 minutos, mas normalmente damos conta do recado, neste período. Precisamos de infra-estrutura como pias, cadeiras, telefone, secretária, agenda, café, revistas, sala de espera, etc. Pagamos impostos sobre o serviço realizado. E quantos...
E nossas diferenças? Bem, fiz a faculdade em 6 anos, após muito estudo para enfrentar um dificílimo vestibular. Diploma em mãos, foi pra gaveta, pois nova prova era necessária para fazer uma especialidade, desta vez com funil ainda mais apertado. Mais 3 anos se foram. Aos meus 27 anos de idade, eu havia passado 1/3 deles na Santa Casa de São Paulo. Daí comecei a trabalhar como plantonista, diarista, funcionário e até professor, para finalmente montar meu próprio consultório. Clientes particulares não existem para médicos pobres mortais da minha geração. Devem estar sendo cuidados pelo IBAMA, para ver se se reproduzem em cativeiro.
O jeito é fazer alguns convênios, pois hoje ninguém que tenha algum recurso financeiro quer ser atendido pelo SUS. E, a julgar pelas moças bonitas e pelos homens de meia idade esbanjando saúde que aparecem nas propagandas, o plano de saúde deve ser uma maravilha. Descobriram a fonte da juventude !
Na outra ponta estamos nós, médicos de meia idade, recebendo valores que variam de R$ 18,00 a R$ 42,00 por consulta para decidir sobre a sua saúde, caro leitor. E não para por aí: se formos falar em cirurgias então, a coisa fica pior. Você pode não saber, mas se o seu plano de saúde te dá direito a quarto coletivo (enfermaria) o médico que faz a sua cirurgia recebe metade do valor combinado.
Você deve estar se perguntando porquê? E nós também. Alguns exemplos: uma cirurgia comum como a amigdalectomia paga entre R$ 60 e R$ 85,00 se for plano enfermaria e, pasme, o dobro disto, se for plano apartamento. Isto você não sabia quando fez o plano, não é ? E por aí vai: apendicectomias, partos, hérnias, histerectomias,
tireoidectomias pagam em torno de R$ 300 a R$ 450,00 no melhor plano.
E você achava que seu médico ganhava bem, né ?
E os Pediatras, Clínicos, Reumatologistas, Pneumologistas, Cardiologistas que não fazem cirurgias ? Ganham o quê ? Consultas e apenas consultas...
Detalhe importante: cada vez que eu vou ao Lucio, eu pago. Se o paciente voltar em menos de 30 dias, o convênio não paga. Se vier uma ou dez vezes em um mês, o médico recebe apenas uma consulta. E aquela paciente não quis me deixar cobrar uma nova consulta após dois meses, para ver seus exames. Duas consultas por R$ 34,00 sai em média R$ 17,00 cada uma, fora os impostos.
No salão do Lucio também tem manicure e pedicure. Mão e pé sai pela bagatela de R$ 30,00, mas eu não faço lá. As mulheres gastam bem mais em seus cabelos com tinturas, escovas, banhos de óleo, chapinhas, etc e nada disso sai por menos do que..... uma consulta médica. Não que não devam fazer. Acho que devem se cuidar, se enfeitarem e serem vaidosas, com moderação. Apenas quero alertar para o conflito de valores. Nem vou comentar sobre preço de depilação sob pena de entrar em profunda depressão.
Outros serviços, como "quick massage", tem se popularizado nos shoppings. Meia hora por R$ 30,00. Sem impostos, recibos, notas fiscais, títulos de especialista, vigilância sanitária, conselho regional, associações de classe, sindicatos e convênios. E se voltar no dia seguinte, paga de novo.
Enfim, existe o problema e muitos médicos têm vergonha de falar sobre isto. Alguns querem manter a pose de ricos e bem sucedidos, quando na verdade estão mesmo é falidos.
Eu deixei de atender convênios e parei de ter insônia por este motivo. Agora o motivo é outro: como vou fazer para pagar minhas contas, se todos os pacientes querem passar com o "médico do convênio" ?
Dr. Alexandre Hamam
quarta-feira, 2 de janeiro de 2008
O sinal tinha que ficar fechado mais tempo...

E o pior é que hoje em dia ninguém nem respeita sinal fechado... Nem estes segundos nos restam mais...
E o ano novo começou assim...
sexta-feira, 28 de dezembro de 2007
Fechando um ciclo e começando outro!
O final de ano está aí... A gente começa a fazer balanço do ano que passou e tenta fazer planos para o futuro... Porque junto com o final de um, vem o início de outro! A vida continuaria a mesma... Mas as pessoas gostam de acreditar que uma mudança de números renova as esperanças...
Bem, a residência em Medicina de Família e Cominidade no HUPE acabou... E é isso que marca o fim deste meu ciclo, que coincide com a mudança de ano.
Fizemos várias despedidas, mas ainda ficou um sentimento estranho no ar. Por que a gente não tem um ritual de término de residência? Tipo uma formatura... Data de entrega de certificado, para todos os residentes... Sei lá. A foto de cima é da turma que vai deixar saudade no DMIFC: R2's, R3 e "R4". Abaixo, o registro do churrasco do dia 1 de dezembro, em Piratininga! Momentos de alegria...
Tô com saudade da Cris, minha companheira das noites solitárias do alojamento e de nossas receitas de refeições...
Marcelo, o staff revelação 2007, amigo querido, com quem aprendi muito, me confessou que fui muito elogiada pelos preceptores. Mas alertou para duas coisas: decidir se realmente quero ser médica, porque capacidade para isso eu tenho; e procurar não absorver tanto os problemas dos pacientes...
Como estou de férias, só estou desempregada a partir de fevereiro. Não vou mais morar em Vila Isabel e isso também é estranho. Voltar para casa dos pais é como dar um passo atrás. Neste momento, só tenho esta saída... Depois dou dois a frente.
Há muitas possibilidades de emprego, mas nada certo. Essa sensação também é estranha... Não saber até agora o que vou estar fazendo em fevereiro. Falta de controle, mas não de confiança em Deus.
Gastei muito dinheiro nesse fim de ano. Deixei o carro mais bem cuidado: óleo, filtro, pastilha de freio, alinhamento, balanceamento, cambagem, sincronização, borrachas das portas, alarme! Para ficar melhor, só se eu tivesse din din pra pintá-lo. Melhor ainda se pudesse comprar um novo!!!! (vamos pensar alto... isso é plano pra 2008).
Dia 6/1/8 vai ter festa dos Sambamantes!
Dia 13/1/8 vou viajar! Minha prima Mirella esteve aqui no Rio em dezembro e a gente se deu tão bem, como amigas íntimas de infância, que eu vou lá atrás dela e da terrinha: Ceará! Dia 2/2/8 é carnaval !!!
Em maio, tem mais Ceará - Congresso Brasileiro de MFC.
O Bloco Sambamante sairá na segunda de carnaval. (O primeiro a gente nunca vai esquecer...)
Estou me sentindo bem! Profissional, religiosa e amorosamente. Ele agora é cinqüentão!!!
Quero, enfim, fazer o tal do curso de canto, mas ainda não sei onde.
Minha sobrinha Mariana é linda!
Estou lendo "Nosso Lar", de André Luiz/Chico Xavier: muito bom!
Só preciso de tempo e paciência... Quero ter sempre bons momentos com as pessoas que amo, como esses dois aí de baixo e trabalhar muito em 2008!!!
Luto no Samba: morreu o grande flautista Camunguelo

Não há quem freqüente as rodas do Rio e não conheça o som da flauta de Camunguelo - bem como suas músicas e suas tiradas hilárias.
Do Renascença ao Bip Bip, passando pelas festas de São Jorge em sua casa, sua presença era sempre saudada com alegria. Era impossível não notar aquele ex-estivador alto, sempre de boina branca, que compôs sucessos como "Amarguras" (parceria com Zeca Pagodinho).
Em 2001, ficou com o 2º lugar seu choro "Zé Galinha", (parceria com Sílvio da Silva), no "Festival Chorando no Rio" organizado pelo MIS (Museu da Imagem e do Som).
Cláudio Lopes dos Santos, seu nome de batismo, faleceu aos 60 anos na tarde do dia 24 de dezembro de 2007, vítima de complicações causadas pelo diabetes.
Seu mais recente disco encontra-se em fase de finalização.
É com "Gurufim", música que ele sempre cantava nas rodas, que a Agenda (do Samba e Choro) presta sua homenagem ao músico...
"Eu vou fingir que morripra ver quem vai chorar por mim
E quem vai ficar gargalhando no meu gurufim
Quem vai beber minha cachaça
e tomar o meu café
e quem vai ficar paquerando a minha mulher.
Quando o caixão chegar
Eu me levanto da mesa
E vou logo apagar as quatro velas acesas
Eu vou pedir pra minha mãe: não chora...
Amigo a gente vê é nessa hora..."
O trecho acima foi retirado do site http://www.samba-choro.com.br/, escrito pela amiga Eugênia Rodrigues. O texto abaixo é o que eu escrevi e mandei pros Sambamantes.
Gente, fiquei triste! Adoro o Camunguelo nas rodas e a última vez que o vi foi no dia do samba, na Pedra do Sal. Aquela flauta... Aquelas músicas do "Girl, please", "e quem vai ficar paquerando a minha mulher"... Lembro que o aplaudi muito lá de cima da pedra, pois fazia muito tempo que não o via... Na época que o Samba do Trabalhador não era moda, eu sempre ia e ele sempre tava lá.
61 anos não é idade para sambista morrer de diabetes... Por isso, lanço a campanha, dentro dos Sambamantes:
façam uma consulta médica anualmente
(para aqueles que não tem doença)
visitem seu médico com maior regularidade
(para aqueles portadores de doenças crônicas)
CUIDADO com comidas salgadas, como tira-gostos (pensando em pressão alta), muito gordurosas, frituras, massas em excesso, doces, ...
PREFIRAM saladas, frutas, verduras e legumes, carne magra, queijo branco, produtos light/diet.. .
PRATIQUEM exercícios físicos regulares !!!!
PERCAM peso ...
EVITEM bebidas alcoólicas em excesso
PAREM de fumar já!!!
O bom e velho Camunguelo morreu de uma vez só, o que não deixa de ser um tipo de sorte... Mas quem tem doenças cardiovasculares pode ter seqüelas, como AVC ("derrame"), rins parando de funcionar, lesões sem cura nos olhos... Sem falar na angina e no Infarto do coração! Aí tem que ficar internado, ou "dando trabalho" em casa...
visitem o site: http://www.diabetes .org.br/diabetes /index.php e saibam tudo de diabetes!!!!
CUIDEM-SE!!!
Um vídeo do Camunguleo no You Tube: http://www.youtube.com/watch?v=T_CgOMU56AM
quarta-feira, 19 de setembro de 2007
Um parto no meio da rua (escrito por Melina)
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Quando ela iniciou o seu trabalho de parto, na madrugada anterior, foi uma das noites mais frias que já vivenciei desde que moro aqui no Rio de Janeiro, ainda que dentro do meu apartamento, munida de pijama de flanela, edredom e cobertor. O dia de hoje também amanheceu um gelo e ela teve o bebê sozinha no meio da rua fria.
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Fria de temperatura e fria de gentilezas. Ela pediu ajuda a muitos transeuntes, nenhum dos abordados parou para olhar para a ela sequer. Seguiam seus caminhos com os relógios que correm urgentes, com a pressa que nos é própria. Estamos sempre sendo “obrigados” a correr, a só olhar para nós mesmos e não conseguimos enxergar um palmo diante dos nossos interesses.
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Ela era jovem, pedia ajuda e paria ali no meio da rua e no frio. E eu não fiz nada, não olhei em seus olhos, não apertei sua mão. Quando me aproximei, vi a cabeça daquela criança branca coroando no corpo negro de sua mãe. Estava muito frio e a criança pálida sequer chorou. Parecia morta. O Corpo de Bombeiros chegou para finalizar os procedimentos do parto de improviso. Diante de uns olhares curiosos e outros indiferentes, o cordão umbilical foi cortado, ela colocada numa maca, o bebê enrolado no cobertor usado por ela na noite passada e eles seguiram juntos seus caminhos e eu segui o meu.
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Aquele conjunto de cenas não me saiu da cabeça durante todo o dia e o meu corpo até agora sente os reflexos daquela hora. Onde vamos parar com a violência das nossas indiferenças? Até quando o outro vai ser apenas mais um? Quando vamos aprender a nos colocarmos no lugar do outro e fazer a este o que gostaríamos que nos fosse feito?
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Essas foram as perguntas que me fiz ininterruptamente.
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Não consegui me responder.
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Jovem e pariu numa calçada da Zona Sul do Rio de Janeiro.
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Ela não sabe que tem direito a um pré-natal e a uma maternidade? Ou ela pensa que quem dorme nas calçadas sob o olhar desatento e indiferente de cada um de nós não tem direitos? Nunca saberei.
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Uma amiga foi visitá-los. É um menino. No meio da tarde já havia mamado, apesar de a mãe ainda estar seqüelada, talvez uma droga consumida na noite para suportar o frio da madruga ao relento. Ela queria cinco reais, não sabia muito bem para quê, quem sabe o hábito de pedir... E ele ainda não tinha nome.
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Só imagino o quanto essa vida nova que chega, tem o seu início já marcado pelo alheamento e desamparo.
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E se nós, que nascemos em maternidades, fomos criados em locais fechados e protegidos, tivemos pais mais ou menos instruídos, cometemos lá os nossos absurdos: furamos filas, sonegamos impostos, damos um trocado ao guarda para nos livrar da multa, furamos os sinais vermelhos, enganamos no troco, jogamos o papel da bala no meio da rua, criticamos o amigo por trás, julgamos as pessoas pelas suas atitudes, deixamos que as atitudes alheias determinem as nossas; que absurdos não tem o direito de cometer quem nasce no meio da rua fria naquelas condições?
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Mais perguntas sem respostas.
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Espero que ele nos surpreenda com um futuro decente e valores melhores do que o que temos hoje, apesar de não dormirmos no sereno.
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domingo, 16 de setembro de 2007
CONFIANÇA NO MAIOR!
domingo, 9 de setembro de 2007
Sururu na Roda: adoro vocês!

sábado, 8 de setembro de 2007

CANTAR ...
Ah, este sonho meu de cantar...
Fui num show nesta quarta, que reuniu Mariana Bernardes, Ana Costa, Luciane Menezes, e minhas queridas amigas Mariana Baltar e Nilze Carvalho! Elas foram convidadas pelos compositores Marceu Vieira e Tuninho Galante para cantarem suas músicas... Como eu gosto de ver as cantoras cantando... Fico tão vidrada e tão absorvida... Acho que na verdade, quando vou a um show, o faço para me alimentar, me preencher daquele encanto que é estar no palco... No fundo, no fundo, eu gostaria de estar lá!
Teresa vai de Valle a Maurity no CD 'Delicada' Parceria de João do Valle com José Cândido e Paulo Bangu, o coco Pé do Lageiro (1957) foi regravado por Teresa Cristina e o Grupo Semente no álbum Delicada (capa acima), que chegará às lojas neste mês de setembro, pela EMI. Outras regravações do disco são Nem Ouro Nem Prata - samba afro de Ruy Maurity, grande hit na voz do autor nos anos 70 - e Gema, de Caetano Veloso. Contudo, o repertório é essencialmente inédito. Eis as 14 faixas de Delicada:
1 Cantar (Teresa Cristina)
Fonte: http://www.blogdomauroferreira.blogspot.com/ e Comunidade do Orkut "Teresa Cristina & Semente"







